Sistematização da Expperiência no Eixo Temático APEI
Primeiro movimento, nós tivemos a oportunidade de ler alguns textos relativos a formação da grade curricular , e fazer uma reflexão em relação a eles, extraindo 3 questões centrais que potencializam minha formação. São as que citei:
A Formação da Rede Curricular
Os Micro-projetos
A Avaliação
O curso prima formar professores/as conscientes de que as práticas docentes e gestoriais ultrapassam a repetição de conhecimentos e de rituais historicamente consolidados nas instituições escolares.
Gosto muito do termo usado na sala de aula presencial que vamos precisar nos ENCHARCAR da realidade ao sermos pesquisadores ativos e construtores de nossa formação, somos colaboradores do saber.
Os MPTI'S correspondem as temáticas necessárias a formação do profissional da educação, onde acontecem ao mesmo tempo experiências de pesquisa, docência, e, por consequência contribuição comunitária. A pesquisa definirá nosso destino no curso.
Quanto a avaliação, o aluno-professor sempre será avaliado de forma global ao final de cada etapa também podendo haver estudos e atividades direcionados aos alunos com dificuldades. Também somos avaliados pela participação nos fóruns, chats, no cumprimento das questões propostas no Moodle no modo como interagimos com tutores tanto presencial, como a distância e com colegas.

Segundo movimento, foi proposto falarmos em como o nosso curso entende a pesquisa educacional, a pesquisa definirá nosso sucesso no curso, pois através dela teremos uma educação colaborativa pois vamos conhecer o aluno, a comunidade, teremos as impressões,faremos as problematizações para qualificar as impressões, acontecendo assim uma troca de saberes. A pesquisa nos ajudará perceber a realidade de cada indivíduo e sua família e escola e nos proporcionará meios de ensino/aprendizagem, nos ajudará também a construir mecanismos para ocasionar a mudança. A pesquisa irá nortear nossa contribuição na vida dos sujeitos, pois é valorizado o saber popular, as relações entre as pessoas, a comunidade, o meio ambiente, seus saberes são muito importantes e é a partir deles que começaremos a buscar juntos a educação transformadora que tanto almejamos. É fundamental nos encharcarmos da realidade local e seu entorno, para que a partir daí haja a transformação, vamos educar e ser educados.
E algo que nas aulas presenciais foi bem frisado foi o respeito aos sujeitos, valorizar seus saberes e contribuições e fazer deles o ponto de partida para a educação colaboratuva. O Nosso maior desafio será não nos torar professores transmissores, e sim provocadores, incentivar o aluno a querer saber e sermos participantes ativos na construção do saber aprendendo e ensinando sempre, é como um ciclo, nunca termina, quando pensamos que vai terminar recomeça novamente.
Terceiro Movimento, tivemos a oportunidade de ler o texto do acúcar, e entender que até chegar a nossa mesa, o acúcar passa pela mão de muitas pessoas e desevolve todo tipo de relações.
O autor fala a respeito do acúcar e sua origem, que o sabor é maravilhoso mas não foi ele quem o produziu, ele comprou mas não de quem o fabricou, e que veio de uma usina a qual não foi seu dono que o fabricou também. Que o açúcar era cana e que não nasce por acaso.Ele tentou construir uma teia de onde vem o açúcar até chegar a ele, entendo que nesse processo existem muitas relações, envolve trabalho, estudo, famílias, aí as múltiplas abrangências. O poema que criei, relata a vida do sem terra, figurado no milho verde, como o do açúcar, criei coisas que mostram a realidade e a vida do trabalhador, pai, cozinheira, escola filhos mãe, mesmo não estando explícitos no texto se revelam nas relações.
Entre outros sujeitos, envolvidos nesta realidade direta ou indiretamente, os professores, alunos, comunidade, comerciantes. Acho que tudo que envolve o entorno da realidade rural, da escola rural da produção até termos o milho na nossa mesa são as múltiplas abrangências. O modo como vivem, sua rotina diária, seus relacionamentos interpessoais tudo faz parte.
Abaixo segue a poesia que criei a respeito da produção do milho, pensando na realidade da minha região, o qual fomos no final desse eixo buscar mais informações fazendo uma pesquisa na área rural de Candiota.
Quarto Movimento, O Texto da D. Clenir foi muito importante pois mostrou que todos são extremamente necessários no processo de aprendizagem, e que a interação entre os pais, alunos e professores criou um sentimento de valorização tanto ao saber popular, quanto ao trabalho do professor, e fortalece também os vínculos familiares onde os pais participam ativamente e entendem o processo educativo dos filhos.
Acredito na parceria pesquisador/escola/entorno, é aí que encontramos subsídios para desenvolver um trabalho direcionado a realidade do aluno, é aí que descobriremos uma gama de saberes que poderemos incorporar ao aprendizado. Essa parceria produz conhecimento, a medida que conhecemos a realidade dos alunos dos pais e da comunidade, compreendemos que todos tem saberes que podem ser compartilhados.
A pesquisa além de importante é fundamental para que conheçamos nosso aluno, como vive ele e sua família, como é a sua comunidade, quais são seus objetivos,e a partir dos dados da pesquisa, iremos refletir sobre as nossas ações para tornar o ensino mais significativo para um aproveitamento melhor para o aluno.
Eu como Sujeito Histórico
Quinto Movimento, Tive a oportunidade de fazer algumas mudanças no meu perfil no Moodle, falando sobre o que me faz sujeito histórico.
Ninguém educa ninguém,
ninguém educa a si mesmo,
os homens se educam entre si,
mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire
Essa frase de Paulo Freire mostra bem o que penso sobre educação, e com certeza é isso que busco, aprender a cada dia com todas as situações que vivo!
Pensado em meu cotidiano vem tarefas corriqueiras do dia-a dia na minha mente,na família temos muitas atividades além de passeios, igreja, conversamos diariamente sobre a escola de meu filho, seus amigos, sobre fotografia que ele ama, e quando o esposo chega, sobre o que ele fez no trabalho, tudo é um processo histórico, no meu trabalho como Auxiliar de Saúde Bucal, tenho oportunidade de conversar e trocar muitas informações o que torna muito agradável meu trabalho, aprendo coisas novas e diferentes culturas pois trabalho na zona rural, onde tenho contato diário com integrantes oriundos do MST.
Enquanto aluna da UFPel/UAB o quenho aprendido no curso sobre a pessoa ser sujeito histórico é que somos formadores da nossa história, a partir daí mudamos a nossa perspectiva a respeito das coisas simples do dia-a dia.
Construimos nossos saberes interagindo na familia, na comunidade, na escola,no trabalho e aqui no curso, estamos nessa construção, cada um contribui com suas experiências e conhecimentos para enrriquecer os trabalhos, os fóruns e discussões nas aulas presenciais.
É um curso recheado de saberes das histórias de cada um, que deixa de lado a educação vazia de humanização, torna-se educação humanizadora.
Nossa visão é ampliada a partir do momento em que olhamos o entorno da escola, do nosso curso como pesquisadores, como sujeitos que fazem parte da historia da nossa formação.
Ainda mais, estou aprendendo a cada momento coisas novas, que o buscar a educação de qualidade deve ser feita através da pesquisa, do entendimento da realidade dos alunos das familias do entorno da escola e da comunidade, e isso se dá de acordo com a nossa dedicação, somos os únicos responsáveis pela qualidade de nosso trabalho. Aprendi que todos indivíduos são muito importantes no processo educativo e que todos os seus afazeres e aptidões podem somar à educação, a escola e a comunidade. É preciso criar vínculos participativos que venham aumentar a auto-estima da comunidade de modo que todos venham a perceber sua importância dentro dela, dentro de sua própria vida em família. Que tipo de educador quero ser? Eu sei e se define em uma frase:
"Um professor sempre afeta a eternidade.
Ele nunca saberá onde sua influência termina".
Henry Adams (1838-1918) Historiador americano
Estou a cada dia mais apaixonada pelo curso e pelo que estou aprendendo!
Sou feliz, extrovertida, amo minha família, adoro ler e estudar!
Sexto Movimento, eu já havia lido o texto A realidade como realidade humana e fiz essa reflexão abaixo, mesmo antes de ser pedida, a qual foi postada no meu blog.
A realidade como realidade humana se dá onde há sujeitos envolvidos.
Nossas próprias formas de pensar por horas, reduzem a dimensão da realidade a dimensão das nossas ideias, e outras horas, excluem os sujeitos do fazer social, ou reduzem o papel do ser humano a grupos privilegiados.
Fiquei pensando, na aula presencial nossa tutora Alessandra nos apresentou alguns tópicos sobre a realidade como realidade humana,esse texto que nos foi proposto de José Fernando Kieling,um texto bem rebuscado e de difícil desmistificação.
Ao longo de nosso curso iremos perceber essa realidade humana onde teremos os fatos e faremos a síntese do que percebemos.
Ai estarão presentes os sujeitos, que irão promover osfatos, através deles iremos conhecer a verdade concreta e também o modo como ele vê o mundo a sua volta, só aí depois de tomarmos conhecimento de tudo, faremos uma síntese de nossas percepções.
Entendo realidade como tudo aquilo que a pessoa vive, o que ela é desde sua concepção, é sua vida, sua família, sua escola, suas relações, seu trabalho,como pensa e age diante as circunstâncias, sua cultura, a realidade é a própria história onde o sujeito se projeta na sua comunidade, na sociedade. Realidade é tudo isso, mais a percepção que o sujeito tem de si e de sua vida. O modo como ele se percebe sujeito histórico.

Sétimo Movimento, Bem, aí entramos no uso do cmaptools, um programa bem legal, no início achei que seria difícil e chato, mas ao começar a fazer meu cmap primeiro em aula fizemos sobre a realidade como realidade humana e agora no sétimo movimento foi feito sobre o texto da Tanzânia. Creio eu que o cmap serviu para me proporcionar uma oportunidade de desmistificar o texto, de extrair o que o texto tem de mais importante, de entender melhor, o que apenas com a leitura não conseguimos as vezes notar. Na aula presencial tive a oportunidade de ser monitora e ajudar meus colegas a trabalhar no cmap, também dei algumas dicas de formatação e como instalar o cmaptools.

Oitavo Movimento, No vídeo Ilha das Flores , nos mostra a realidade vivida por pessoas como um ciclo onde tudo tem valor e tudo perde seu valor, uma realidade triste que nos faz pensar nos sujeitos, na história e nos mostra o quanto temos que respeitá-los, e na apresentação do arroz mostra fotos do processo inicial até chegar na nossa mesa.
A partir daí foi nos pedido que fizéssemos grupos e escolhessemos um produto da nossa região para fazer nossa pesquisa.
Definido nosso grupo(Michela, Tuanny, Tania e Fatima), escolhemos o milho, tivemos a oportunidade de ir na zona rural do nosso município,Local Costa do Arroio do Tigre , 6 km da cidade, Tivemos a oportunidade de conversar com a Srª. Sirlei, 72 anos e Sr. Norberto, 72 anos, um casal muito alegre, muito ativo apesar da idade, nos recebeu com alegria. Ambos moram no campo há 60 anos, sendo que nesta residência há 20 anos. Onde receberam o que sabem sobre a lida de seus pais, ela aprendeu a ler com os vizinhos e ele frequentou a escola até a 4ª série, onde era longe ia a pé. Tiveram 1 filho, o qual estudou até se formar, mas não era fácil, ele ia a cavalo para a escola, na época não havia transporte escolar, nem boas estradas como hoje, o transporte escolar só veio, depois que os integrantes do MST se estabeleceram no município. Apesar das dificuldades a Srª Sirlei falou que sempre ia na escola, nas atividades escolares.
Perguntamos porque escolheram plantar milho e o sr. Norberto disse: Ora, quem mora na campanha tem que plantar milho, deu risada e disse que com o milho alimenta os animais e também serve como alimento para a família, antes ele plantava para comércio, hoje para consumo, só vende o que sobra.Da agropecuária eles obtém seu sustento e gostam de morar na campanha pois dizem ter hoje o conforto da cidade. Por vezes trocam sementes de aveia e milho com vizinhos.São evangélicos, membros da Igreja Batista Conservadora.
Foi para mim um privilégio fazer esta pesquisa, pois nos encharcamos da realidade deles, eles estavam a nos esperar pois fiz contato semana anterior e marquei de ir na segunda-feira, pudemos perceber toda lida deles, tudo que eles julgam importante, todas dificuldades que tiveram, todo progresso e que sempre temos coisas a aprender mesmo que a pessoa não tenha nenhum estudo, eles nos deram uma aula a respeito da vida no campo dominam com excelência a arte de cultivar, de colher, e tem uma enorme vitalidade, pois trabalham na lavoura os dois com 72 anos sozinhos na propriedade, muito bem cuidada. Quando chegamos, arrecém eles tinham vindo da plantação, Ttuanny perguntou, e como vocês vão até lá, e ela respondeu: a cavalo, pena vocês não terem chegado antes pra fotografar.
A pesquisa que fizemos serviu para conhecermos a realidade dos sujeitos, como era a educação a 60 anos atrás, como foi a 30 anos e como está hoje, também a gente percebeu os saberes populares passados de pai para filho nos afazeres domésticos e no campo, o estudo não era prioridade.Creio que a pesquisa é uma ferramenta pedagógica muito valiosa, pois nos aproxima das pessoas, do sujeito histórico, gera confiança, amizade e respeito e daí acontece a transformação, com a colaboração de todos. Os possíveis limites para construção da pesquisa do entorno escolar que vejo hoje em dia, as pessoas reclamam um pouco do tempo, também muitas vezes pensam que com a pesquisa vamos querer nos intrometer na sua vida e creio eu que com um trabalho sério,uma amizade descompromissada e sincera, por diversas vezes informalmente podemos colher informações para a pesquisa, discrição no que ouvimos das pessoas vamos mudar esse pensamento, dando retorno as pessoas do nosso trabalho.
Encharcar-me da realidade, é mesmo um termo que me chama muito atenção pois pra mim quer dizer, que devo observar e adquirir tudo que puder, tomar para mim me colocar no lugar dos sujeitos e procurar ver como eles vêem, e também depois de me encher do conhecimento do sujeitos e do entorno, poder refletir, com olhar critico, problematizar e achar meios de dar um retorno satisfatório aos sujeitos.
A comunicação dialógica na EAD, que é o tipo de comunicação que tem sido usada no nosso curso, a que promove debates, discussões e provocações para que o aluno se torne co-autor no seu processo de aprendizagem. A comunicação dialógica é em sua essência problematizadora e sem limites pré-concebidos.