28 de jun. de 2013

Sistematização de Experiências

 


Neste Eixo tivemos a oportunidade de aprofundar nossa pesquisa do entorno escolar, observando a organização das famílias e a vivência das suas atividades cotidianas o que produzem, como se relacionam com vizinhos, amigos e familiares. Procuramos entender também o entorno escolar, os aspectos históricos, políticos , econômicos e culturais.
Procuramos dar uma atenção maior às expressões usadas pelos sujeitos comuns ao local que vivem.
Tivemos também a oportunidade de visitar o diretor da escola e a professora da 1ª série a qual consolidamos nossa parceria.
Explicamos que de primeiro momento iremos firmar uma parceria com a família, criaremos esse vínculo de amizade e respeito, e que ainda não entraremos na sala de aula.


Ao pensar em mim para entender o outro, pude dar uma relembrada em minha história de vida, e quando a gente começa a estudar, a ler algo que nos remeta a alguns acontecimentos, faz nos refletir sobre acontecimentos que passaram na nossa vida. Na verdade creio que tudo se repete, não igual mas de forma parecida, os valores, as atitudes, como diz em uma música da Eliz Regina(...) Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.”
Podemos não ser iguais, mas refletimos o que aprendemos na nossa infância, acabamos repetindo as vezes não em sua totalidade com nossos filhos determinadas atitudes e acabamos por repetir também atitudes que a gente quando era jovem não suportava, mas que hoje vemos o quanto eram importantes.




Eu queria ser um pássaro
Para voar com liberdade
Para não amar a escravidão
E voar alto
Como andar no chão”
(Michela)


O Mapa do Entorno



Quanto ao contato com as famílias parceiras, é muito gratificante quando conseguimos alcançar nossos objetivos de fortalecer os vínculos, creio que a parceria, deve se tornar algo natural sem perguntas e respostas predefinidas que os assuntos devam fluir livremente a partir do momento que os vínculos se fortalecem, que possamos despertar a curiosidade dos sujeitos, despertar neles o senso crítico e a vontade de mudar sua realidade.
A investigação-ação emancipatória nos permite a liberdade de ser os sujeitos das mudanças que queremos.A educação libertadora só existirá mediante a investigação, a troca de conhecimentos ela é colaborativa, ambos vão a construir juntos.

É importante ressaltar que deve haver confiança e ética nestes relacionamentos, também muita transparência, pois não pode haver investigação-ação sem uma fidelidade ética entre ambos.Na dúvida sobre algo voltar e conversar com as famílias parceiras para esclarecer. A prática da investigação-ação nos permite ser autores da nossa realidade através das nossas práticas concepções e valores, caso contrário, classes dominantes estarão fazendo a leitura e nos transmitindo como verdade.As possibilidades estão a nossa volta, cabe a nós aguçar os olhares a elas para ser agentes da transformação que queremos, a investigação-ação deve ser um processo vertical, onde todos ensinam e todos aprendem uns com os outros. É um desafio pois precisamos entender e reconhecer os limites impostos as praticas transformadoras para não perderem espaço para as classes dominantes que querem manter-se na posição de poder.Reconheçamo-nos então como agentes das mudanças desejadas!

20 de jun. de 2013

Trabalho feito em sala de aula com os colegas de Pedagogia-UAB-CEAD/UFPel - Pólo Hulha Negra -  Atividade: Mapas Mentais, construídos a partir dos Textos
:Escola e família como parceiras
Luis Carlos de Menezes (novaescola@atleitor.com.br

Sem culpar o outro
Amanda Polato (novaescola@atleitor.com.br

Parceiros na aprendizagem
Paola Gentile (pagentile@fvc.org.br) de Aracaju, Belo Horizonte e Colorado (RS) 

Trabalho postado como prática compartilhada  no Curso de Redes Sociais e Sua Aplicação na Escola pelas  alunas Michela Fontoura e Tuanny Nunes







Vídeo muito interessante que nos faz refletir sobre o uso das redes sociais pelas escolas como  uma ferramenta  que propicie o aprendizado. Fiquem a vontade para refletir e dar sua opinião!

18 de jun. de 2013

 Nesta sistematização procuro recuperar com lentes reflexivas e críticas,tendo como base os limites e possibilidades encontradas, fazendo uma análise: O que poderia ser diferente? O que poderia ser mudado? Sempre pensando nos aspectos gerais e problematizando: Porque foi assim e não de outro modo?
Ao ler materiais produzidos por mim e pelos colegas quando o trabalho em grupo,me deparei com as tarefas que irão me ajudar a formular a sistematização.
Na construção do curso,um dos elementos que citei como fundamentais para minha formação foi a rede curricular,e ao olhar este texto pude refletir como foi importante percebermos as possibilidades oportunizadas. Nos tornamos mais reflexivos, críticos, sujeitos ativos na nossa formação e participantes.O curso visa torar-nos autores da nossa história, capazes de pensar e procurar meios de colocar na prática o que aprendemos.

É preciso compreender que a disseminação e a popularização das novas
tecnologias da informação e da comunicação permitem passar de um modelo
que privilegia a transmissão de conhecimentos e sua suposta assimilação para
um modelo pedagógico cujo funcionamento se baseia na aprendizagem
colaborativa, na abertura aos contextos sociais e culturais, à diversidade dos
alunos, aos seus conhecimentos, experimentações e interesses (Cf. Silva, 2002,
p.81). 

Ao colocar em prática a pesquisa participante do entorno,o prato feito,onde escolhemos o milho como produto,a pesquisa selou com chave de ouro nossa aprendizagem. Mesmo tendo sido um desafio,encontramos como limites a distância, o pouco tempo para realizar tarefa tão grandiosa,mas extremamente importante para nossa formação. Fomos privilegiadas ao conhecer uma família maravilhosa, que com muita alegria nos recebeu e tornou possível o cumprimento da nossa pesquisa, o que pude perceber, que o que mais importa em uma pesquisa não é o produto,mas as pessoas, o que elas pensam, como se comunicam, quais suas prioridades, como se organizam e participam da sociedade. Onde o produto entra? Analisamos todas as relações que existem entre o plantio até os produtos e derivados chegarem a nossa mesa, o que envolve muitas pessoas,desde a família que entrevistamos, aos que ajudam a vender, os que compram,os que transformam o produto em subprodutos,os trabalhadores das fábricas etc. É uma vasta lista. Apesar de terem estudado pouco e com muitas dificuldades, sempre incentivaram o filho a estudar.Nos encharcamos da realidade deles!



Segundo Freire em Extensão e Comunicação, “A invasão cultural se dá no momento em que o sujeito se envolve no mundo e cria possibilidades a partir da sua criatividade.(...)”


Eu já não consigo me ver como educadora sem ter o conhecimento do entorno,sem valorizar os sujeitos envolvidos no processo educativo. Tudo contribui e é importante na vida e organização dos sujeitos. Assim como o açúcar,o milho que foi o produto escolhido está presente em todo processo da vida deles e faz parte do ciclo como no documentário Ilha das Flores.
A realidade como realidade humana se dá quando há sujeitos envolvidos,sendo a realidade concreta mais que os dados, é também sua percepção do mundo à sua volta.
A pesquisa será o que irá nortear nosso curso,pois através dela iremos conhecer os sujeitos, suas famílias, seu modo de vida e como se organizam e se percebem como sujeitos autores da própria história. Onde, através dessa vivência na pesquisa estaremos valorizando os sujeitos, faremos assim com que despertem, para a autoria de sua própria história. A pesquisa também tem como objetico mudar o nível de consciência dos sujeitos, após a pesquisa nosso olhar jamais será o mesmo, pois percebemos que a educação é uma via de mão dupla, um eterno vir-a-ser e que precisamos construir mecanismos para ocasionar tais mudanças.



 Ninguém educa ninguém,ninguém educa a si mesmo,os homens se
educam entre si,mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire”

 A cada movimento pude perceber a importância da participação de todos os envolvidos,a interação entre pais, alunos e professores cria um vínculo de valorização do saber popular onde todos ensinam e todos aprendem. Somos construtores do nosso saber e a qualidade do nosso aprendizado,virá através da pesquisa,da nossa dedicação, dos vínculos que criarmos com a escola parceira e com os sujeitos do entorno.
Ainda aprendemos a fazer mapas conceituais, que é um programa mravilhoso que serviu para desmistificar textos,pra melhorar nossa compreensão e será muito útil ao construirmoso entorno da escola parceira futuramente,é um programa bem completo que dá para colocar imagens e também músicas e links, assim qualificando nossos trabalhos. No início achei um pouco difícil mas consegui dominar e ajudar os colegas em aula presencial a usá-lo.
Em nossa pesquisa do entorno escolhemos 3 famílias com as quais já possuíamos algum vínculo de amizade, foram momentos descontraídos e agradáveis nos quais percebemos o que as famílias julgam importante, como se organizam e como é o relacionamento com a escola parceira. Ambas as famílias mostraram um certo descontentamento com a escola e como limites a falta de lazer,a existência de um único comércio e a distância,mas também falaram que é um bom lugar para viver, calmo, sem violência e bom para criar os filhos.
Quanto a diferença nas falas dos sujeitos entrevistados não observamos m diferença a não ser o sotaque das pessoas que tinham contato com a zona rural do município e uma que também veio da zona rural.
Gostei muito da sociolinguística e poder refletir que a língua escrita é bem diferente da língua falada.A língua falada é materna,vem da família e não tem regras gramaticais,totalmente o oposto da escrita.
As pessoas conseguem se organizar e viver perfeitamente sem a gramática, portanto não podemos julgar nada como “certo ou errado”,pois quem estabeleceu o que é supostamente “certo ou errado” são as classes sociais detentoras do poder.
Conforme o texto: “Preconceito Linguístico” de Marcos Bagno, "o importante hoje é aprender a ler e escrever e não decorar as regras que praticamente estão extintas da língua."
Devemos valorizar as expressões carregadas da cultura e saber dos sujeitos.


A língua é como um rio que se renova, enquanto que a gramática normativa
é como a água do igapó, que envelhece, não gera vida nova a não ser que
venham as inundações.'
Marcos Bagno

 


Ninguém vale pelo que sabe,
mas sim pelo que faz com
aquilo que sabe.”
Leonardo Boff

O Curso de  Pedagogia, tem  me proporcionado novas experiências,a partir da leitura dos textos,das aulas presenciais que sempre esclarecem os textos e nos dão uma visão mais ampla das atividades propostas, a ajuda dos tutores presenciais e a distância, enfim de toda equipe do CLPD que nos dá assistência e  a  forma como  nosso currículo foi organizado, é maravilhoso, pois está tornando-nos sujeitos pensantes, não tenho que decorar uma matéria pronta,tenho que buscar por mim o entendimento, através das provocações dos tutores e da  equipe. Ao  ler e participar dos  fóruns,percebe-se que aprendemos uns com os outros,que nossa mente amplia-se e que aprendemos a partir dos comentários dos colegas também e eles  dos nossos. Então de nada adiantaria sabermos se guardássemos esse saber  para nós. O mundo todo é o nosso limite!


 
Tirinha feita por Alana Caroline, encontrei no  facebook, achei legal!

Mapa conceitual sobre sistematização de APEI




Sistematização da Expperiência no Eixo Temático APEI



Primeiro movimento, nós tivemos a oportunidade de ler alguns textos relativos a formação da grade curricular , e fazer uma reflexão em relação a eles, extraindo 3 questões centrais que potencializam minha formação. São as que citei:
  1. A Formação da Rede Curricular
  2. Os Micro-projetos
  3. A Avaliação

O curso prima formar professores/as conscientes de que as práticas docentes e gestoriais ultrapassam a repetição de conhecimentos e de rituais historicamente consolidados nas instituições escolares.
Gosto muito do termo usado na sala de aula presencial que vamos precisar nos ENCHARCAR da realidade ao sermos pesquisadores ativos e construtores de nossa formação, somos colaboradores do saber.
Os MPTI'S correspondem as temáticas necessárias a formação do profissional da educação, onde acontecem ao mesmo tempo experiências de pesquisa, docência, e, por consequência contribuição comunitária. A pesquisa definirá nosso destino no curso.
Quanto a avaliação, o aluno-professor sempre será avaliado de forma global ao final de cada etapa também podendo haver estudos e atividades direcionados aos alunos com dificuldades. Também somos avaliados pela participação nos fóruns, chats, no cumprimento das questões propostas no Moodle no modo como interagimos com tutores tanto presencial, como a distância e com colegas.

Segundo movimento, foi proposto falarmos em como o nosso curso entende a pesquisa educacional, a pesquisa definirá nosso sucesso no curso, pois através dela teremos uma educação colaborativa pois vamos conhecer o aluno, a comunidade, teremos as impressões,faremos as problematizações para qualificar as impressões, acontecendo assim uma troca de saberes. A pesquisa nos ajudará perceber a realidade de cada indivíduo e sua família e escola e nos proporcionará meios de ensino/aprendizagem, nos ajudará também a construir mecanismos para ocasionar a mudança. A pesquisa irá nortear nossa contribuição na vida dos sujeitos, pois é valorizado o saber popular, as relações entre as pessoas, a comunidade, o meio ambiente, seus saberes são muito importantes e é a partir deles que começaremos a buscar juntos a educação transformadora que tanto almejamos. É fundamental nos encharcarmos da realidade local e seu entorno, para que a partir daí haja a transformação, vamos educar e ser educados.
E algo que nas aulas presenciais foi bem frisado foi o respeito aos sujeitos, valorizar seus saberes e contribuições e fazer deles o ponto de partida para a educação colaboratuva. O Nosso maior desafio será não nos torar professores transmissores, e sim provocadores, incentivar o aluno a querer saber e sermos participantes ativos na construção do saber aprendendo e ensinando sempre, é como um ciclo, nunca termina, quando pensamos que vai terminar recomeça novamente.



Terceiro Movimento, tivemos a oportunidade de ler o texto do acúcar, e entender que até chegar a nossa mesa, o acúcar passa pela mão de muitas pessoas e desevolve todo tipo de relações.

O autor fala a respeito do acúcar e sua origem, que o sabor é maravilhoso mas não foi ele quem o produziu, ele comprou mas não de quem o fabricou, e que veio de uma usina a qual não foi seu dono que o fabricou também. Que o açúcar era cana e que não nasce por acaso.Ele tentou construir uma teia de onde vem o açúcar até chegar a ele, entendo que nesse processo existem muitas relações, envolve trabalho, estudo, famílias, aí as múltiplas abrangências. O poema que criei, relata a vida do sem terra, figurado no milho verde, como o do açúcar, criei coisas que mostram a realidade e a vida do trabalhador, pai, cozinheira, escola filhos mãe, mesmo não estando explícitos no texto se revelam nas relações.

Entre outros sujeitos, envolvidos nesta realidade direta ou indiretamente, os professores, alunos, comunidade, comerciantes. Acho que tudo que envolve o entorno da realidade rural, da escola rural da produção até termos o milho na nossa mesa são as múltiplas abrangências. O modo como vivem, sua rotina diária, seus relacionamentos interpessoais tudo faz parte.



Abaixo segue a poesia que criei a respeito da produção do milho, pensando na realidade da minha região, o qual fomos no final desse eixo buscar mais informações fazendo uma pesquisa na área rural de Candiota.






Quarto Movimento, O Texto da D. Clenir foi muito importante pois mostrou que todos são extremamente necessários no processo de aprendizagem, e que a interação entre os pais, alunos e professores criou um sentimento de valorização tanto ao saber popular, quanto ao trabalho do professor, e fortalece também os vínculos familiares onde os pais participam ativamente e entendem o processo educativo dos filhos.
Acredito na parceria pesquisador/escola/entorno, é aí que encontramos subsídios para desenvolver um trabalho direcionado a realidade do aluno, é aí que descobriremos uma gama de saberes que poderemos incorporar ao aprendizado. Essa parceria produz conhecimento, a medida que conhecemos a realidade dos alunos dos pais e da comunidade, compreendemos que todos tem saberes que podem ser compartilhados.
A pesquisa além de importante é fundamental para que conheçamos nosso aluno, como vive ele e sua família, como é a sua comunidade, quais são seus objetivos,e a partir dos dados da pesquisa, iremos refletir sobre as nossas ações para tornar o ensino mais significativo para um aproveitamento melhor para o aluno.

 


Eu como Sujeito Histórico


Quinto Movimento, Tive a oportunidade de fazer algumas mudanças no meu perfil no Moodle, falando sobre o que me faz sujeito histórico.



Ninguém educa ninguém,

ninguém educa a si mesmo,

os homens se educam entre si,

mediatizados pelo mundo.

Paulo Freire

Essa frase de Paulo Freire mostra bem o que penso sobre educação, e com certeza é isso que busco, aprender a cada dia com todas as situações que vivo!

Pensado em meu cotidiano vem tarefas corriqueiras do dia-a dia na minha mente,na família temos muitas atividades além de passeios, igreja, conversamos diariamente sobre a escola de meu filho, seus amigos, sobre fotografia que ele ama, e quando o esposo chega, sobre o que ele fez no trabalho, tudo é um processo histórico, no meu trabalho como Auxiliar de Saúde Bucal, tenho oportunidade de conversar e trocar muitas informações o que torna muito agradável meu trabalho, aprendo coisas novas e diferentes culturas pois trabalho na zona rural, onde tenho contato diário com integrantes oriundos do MST.

Enquanto aluna da UFPel/UAB o quenho aprendido no curso sobre a pessoa ser sujeito histórico é que somos formadores da nossa história, a partir daí mudamos a nossa perspectiva a respeito das coisas simples do dia-a dia.

Construimos nossos saberes interagindo na familia, na comunidade, na escola,no trabalho e aqui no curso, estamos nessa construção, cada um contribui com suas experiências e conhecimentos para enrriquecer os trabalhos, os fóruns e discussões nas aulas presenciais.

É um curso recheado de saberes das histórias de cada um, que deixa de lado a educação vazia de humanização, torna-se educação humanizadora.

Nossa visão é ampliada a partir do momento em que olhamos o entorno da escola, do nosso curso como pesquisadores, como sujeitos que fazem parte da historia da nossa formação.

Ainda mais, estou aprendendo a cada momento coisas novas, que o buscar a educação de qualidade deve ser feita através da pesquisa, do entendimento da realidade dos alunos das familias do entorno da escola e da comunidade, e isso se dá de acordo com a nossa dedicação, somos os únicos responsáveis pela qualidade de nosso trabalho. Aprendi que todos indivíduos são muito importantes no processo educativo e que todos os seus afazeres e aptidões podem somar à educação, a escola e a comunidade. É preciso criar vínculos participativos que venham aumentar a auto-estima da comunidade de modo que todos venham a perceber sua importância dentro dela, dentro de sua própria vida em família. Que tipo de educador quero ser? Eu sei e se define em uma frase:

"Um professor sempre afeta a eternidade.

Ele nunca saberá onde sua influência termina".

Henry Adams (1838-1918) Historiador americano

Estou a cada dia mais apaixonada pelo curso e pelo que estou aprendendo!

Sou feliz, extrovertida, amo minha família, adoro ler e estudar!






Sexto Movimento, eu já havia lido o texto A realidade como realidade humana e fiz essa reflexão abaixo, mesmo antes de ser pedida, a qual foi postada no meu blog.
A realidade como realidade humana se dá onde há sujeitos envolvidos.
Nossas próprias formas de pensar por horas, reduzem a dimensão da realidade a dimensão das nossas ideias, e outras horas, excluem os sujeitos do fazer social, ou reduzem o papel do ser humano a grupos privilegiados.
Fiquei pensando, na aula presencial nossa tutora Alessandra nos apresentou alguns tópicos sobre a realidade como realidade humana,esse texto que nos foi proposto de José Fernando Kieling,um texto bem rebuscado e de difícil desmistificação.
Ao longo de nosso curso iremos perceber essa realidade humana onde teremos os fatos e faremos a síntese do que percebemos.
Ai estarão presentes os sujeitos, que irão promover osfatos, através deles iremos conhecer a verdade concreta e também o modo como ele vê o mundo a sua volta, só aí depois de tomarmos conhecimento de tudo, faremos uma síntese de nossas percepções.
Entendo realidade como tudo aquilo que a pessoa vive, o que ela é desde sua concepção, é sua vida, sua família, sua escola, suas relações, seu trabalho,como pensa e age diante as circunstâncias, sua cultura, a realidade é a própria história onde o sujeito se projeta na sua comunidade, na sociedade. Realidade é tudo isso, mais a percepção que o sujeito tem de si e de sua vida. O modo como ele se percebe sujeito histórico.


Sétimo Movimento, Bem, aí entramos no uso do cmaptools, um programa bem legal, no início achei que seria difícil e chato, mas ao começar a fazer meu cmap primeiro em aula fizemos sobre a realidade como realidade humana e agora no sétimo movimento foi feito sobre o texto da Tanzânia. Creio eu que o cmap serviu para me proporcionar uma oportunidade de desmistificar o texto, de extrair o que o texto tem de mais importante, de entender melhor, o que apenas com a leitura não conseguimos as vezes notar. Na aula presencial tive a oportunidade de ser monitora e ajudar meus colegas a trabalhar no cmap, também dei algumas dicas de formatação e como instalar o cmaptools.




Oitavo Movimento, No vídeo Ilha das Flores , nos mostra a realidade vivida por pessoas como um ciclo onde tudo tem valor e tudo perde seu valor, uma realidade triste que nos faz pensar nos sujeitos, na história e nos mostra o quanto temos que respeitá-los, e na apresentação do arroz mostra fotos do processo inicial até chegar na nossa mesa.

A partir daí foi nos pedido que fizéssemos grupos e escolhessemos um produto da nossa região para fazer nossa pesquisa.

Definido nosso grupo(Michela, Tuanny, Tania e Fatima), escolhemos o milho, tivemos a oportunidade de ir na zona rural do nosso município,Local Costa do Arroio do Tigre , 6 km da cidade, Tivemos a oportunidade de conversar com a Srª. Sirlei, 72 anos e Sr. Norberto, 72 anos, um casal muito alegre, muito ativo apesar da idade, nos recebeu com alegria. Ambos moram no campo há 60 anos, sendo que nesta residência há 20 anos. Onde receberam o que sabem sobre a lida de seus pais, ela aprendeu a ler com os vizinhos e ele frequentou a escola até a 4ª série, onde era longe ia a pé. Tiveram 1 filho, o qual estudou até se formar, mas não era fácil, ele ia a cavalo para a escola, na época não havia transporte escolar, nem boas estradas como hoje, o transporte escolar só veio, depois que os integrantes do MST se estabeleceram no município. Apesar das dificuldades a Srª Sirlei falou que sempre ia na escola, nas atividades escolares.

Perguntamos porque escolheram plantar milho e o sr. Norberto disse: Ora, quem mora na campanha tem que plantar milho, deu risada e disse que com o milho alimenta os animais e também serve como alimento para a família, antes ele plantava para comércio, hoje para consumo, só vende o que sobra.Da agropecuária eles obtém seu sustento e gostam de morar na campanha pois dizem ter hoje o conforto da cidade. Por vezes trocam sementes de aveia e milho com vizinhos.São evangélicos, membros da Igreja Batista Conservadora.

Foi para mim um privilégio fazer esta pesquisa, pois nos encharcamos da realidade deles, eles estavam a nos esperar pois fiz contato semana anterior e marquei de ir na segunda-feira, pudemos perceber toda lida deles, tudo que eles julgam importante, todas dificuldades que tiveram, todo progresso e que sempre temos coisas a aprender mesmo que a pessoa não tenha nenhum estudo, eles nos deram uma aula a respeito da vida no campo dominam com excelência a arte de cultivar, de colher, e tem uma enorme vitalidade, pois trabalham na lavoura os dois com 72 anos sozinhos na propriedade, muito bem cuidada. Quando chegamos, arrecém eles tinham vindo da plantação, Ttuanny perguntou, e como vocês vão até lá, e ela respondeu: a cavalo, pena vocês não terem chegado antes pra fotografar.

A pesquisa que fizemos serviu para conhecermos a realidade dos sujeitos, como era a educação a 60 anos atrás, como foi a 30 anos e como está hoje, também a gente percebeu os saberes populares passados de pai para filho nos afazeres domésticos e no campo, o estudo não era prioridade.Creio que a pesquisa é uma ferramenta pedagógica muito valiosa, pois nos aproxima das pessoas, do sujeito histórico, gera confiança, amizade e respeito e daí acontece a transformação, com a colaboração de todos. Os possíveis limites para construção da pesquisa do entorno escolar que vejo hoje em dia, as pessoas reclamam um pouco do tempo, também muitas vezes pensam que com a pesquisa vamos querer nos intrometer na sua vida e creio eu que com um trabalho sério,uma amizade descompromissada e sincera, por diversas vezes informalmente podemos colher informações para a pesquisa, discrição no que ouvimos das pessoas vamos mudar esse pensamento, dando retorno as pessoas do nosso trabalho.
Encharcar-me da realidade, é mesmo um termo que me chama muito atenção pois pra mim quer dizer, que devo observar e adquirir tudo que puder, tomar para mim me colocar no lugar dos sujeitos e procurar ver como eles vêem, e também depois de me encher do conhecimento do sujeitos e do entorno, poder refletir, com olhar critico, problematizar e achar meios de dar um retorno satisfatório aos sujeitos.
A comunicação dialógica na EAD, que é o tipo de comunicação que tem sido usada no nosso curso, a que promove debates, discussões e provocações para que o aluno se torne co-autor no seu processo de aprendizagem. A comunicação dialógica é em sua essência problematizadora e sem limites pré-concebidos.