26 de fev. de 2013



Testemunho de Cândido Portinari 

sobre os camponeses:



"Como deixar de fixar em meus quadros aquilo que fez parte de


 minha infância, de minha vida, e a minha esperança de ver uma 


vida melhor para os homens que trabalham na terra?"

"Na minha obra só há camponês. Mesmo quando faço outra coisa, sai camponês. Mesmo

uma paisagem, a mais imaginária, é sempre camponês. Sou filho de camponês. Meus pais

 sempre foram camponeses pobres. Espanta-lo-ei se disser que não pude tirar mais que a


 terceira classe de instrução primária? Só mais tarde é que tive um professor de português


 durante seis meses, e é que fiz, lutando com a extrema pobreza, o curso da Escola de Belas


Artes.

Assim, não posso nunca esquecer-me deles. São o meu objetivo. Quando fiz os afrescos do


 Ministério da Educação, queriam que eu fizesse a História do Brasil. Tentei. Mas foi 


impossível. Não saía nada. Depois de estudos e estudos, nada. Então tive de dizer: a minha


 pintura é pintura de camponês; se querem os meus camponeses, bem; se não, chamem 


outro pintor..."

In registro do memorial Portanari. Rio de Janeiro.



Reflexão

Ao ler esse texto escrito por Portinari, lembrei da realidade humana, tudo que ele aprendeu foi com  sua família, seus pais  e era a realidade de um camponês, e quão grande benefício sua obra teve em nosso país,  e somente o que  ele sabia fazer pelo que dizia era ser camponês.

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